No último post que escrevi eu perguntava se a final seria só entre os clubes do interior ou se a capital estaria representada. Não deu para o Grêmio na única vaga que não pertencia ao interior.
O tricolor perdeu nos pênaltis para o Caxias depois de empatar em 1 x 1 no tempo normal. A única vaga em disputa entre interior e capital ficou com o clube da serra.
No título do post coloco uma frase de duplo sentido, que mostra a possibilidade de haver investimento e retorno nas equipes do interior. Sem capital na final do primeiro turno do Gauchão, o interior coloca pelo menos um clube entre os dois melhores do estado.
E onde ficam Inter e Grêmio? Ficam em casa, pensando na vida e buscando rasões para os tropeços e as mancadas do início da competição. O Inter, com uma Pré-Libertadores pela frente, optou por colocar equipe reserva e as vezes, os garotos do sub-23. Resultado: precisou correr atrás de uma situação que a já vem sendo comum. Buscar pontos com os titulares para não cair fora da fase classificatória.
E o Grêmio? Convicções erradas, apostas sem respaldo técnico, amadorismo no planejamento anual do futebol do clube. Perdeu tempo onde não poderia perder, na base do trabalho. Acabou por iniciar tudo de novo em meio a fase final do Gauchão. Resultado: perdeu pela inconstância. Fez um ótimo Gre-Nal e não conseguiu repetir a boa atuação do clássico contra a qualificada equipe do Caxias.
Perder nos pênaltis é azar? Não! É competência. Tanto de quem bate quanto de quem defende. E o goleiro do Caxias mostrou que está em dia com os dois tipos de situação. Defendeu a cobrança de Marco Antônio – até agora desacreditado pelos torcedores – e converteu a última penalidade colocando o time da serra na final do turno.
Interior mostrando suas garras (foi assim que comecei meu outro post) e, para quem não acreditava, bem afiadas por sinal…







